Google Brasil vai assumir o controle operacional do Orkut

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Fonte: Google Discovery

Segundo informações do G1, o Google Brasil vai assumir o controle operacional do Orkut nos próximos dois meses, período programado para terminar todo o processo de transferência.

Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil, explicou que essa transferência é devido ao resultado da popularidade do serviço e também da maturidade da equipe no país. Embora a área de engenharia continue dividida com a filial indiana, o controle operacional ficará a cargo dos funcionários do Google Brasil.

Ainda de acordo com a G1, Alexandre Hohagen, atual presidente do Google Brasil, tem sido apontado como próximo diretor da América Latina. Com a mudança de cargo, Hohagen passará a responder pelas filiais do Brasil, Argentina, México, Chile e Colômbia.

Por Renê Fraga

Web Standards Project - WaSP

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No início, fabricantes de browsers, W3C e desenvolvedores começaram quase que ao mesmo tempo.

Neste começo não brotaram desenvolvedores web do chão. Essa profissão não existia. Os primeiros que trabalharam nessa área, migraram de profissões parecidas: quem era programador desktop naquele tempo, começou a programar para web. Quem era designer de impresso, começou a fazer design para web. Os programadores estavam se acostumando com a maneira nova de criar sistemas e sites. E designers estavam se habiatuando às diferenças que existiam no design para web e impresso. Haviam muitas coisas para se acostumar, começando pelos erros de compatibilidade.

O W3C

O W3C foi criado para regulamentar e criar padrões para a publicação de conteúdo na web. Quando ele começou, não haviam documentos completos, com listas e regulamentos explicando cada um dos padrões. Esses documentos eram rascunhos, muitas vezes incompletos e com apenas uma descrição do que seria aquele padrão.

Com a falta de documentação completa e detalhada, os browsers aproveitavam para criar códigos proprietários, dificultando o desenvolvimento.

Os browsers

O Netscape (antigo Mosaic), era o browser com a maior base de usuários. Para ser sincero, não haviam muitos browsers concorrentes naquela época. A Microsoft aproveitou o poder que ganhara com a distribuição do Windows com a IBM, e criou o Internet Explorer para concorrer com o Netscape. Foi aí que a Guerra dos Browsers começou.

A guerra por usuários somada com a falta de padrões resultou em códigos proprietários. Conquiste os desenvolvedores e conquistará a web.

Todo esse tumulto no começo da web fez com que o desenvolvimento de sites se tornasse mais complicado, confuso. Em conseqüência, a mão de obra se tornava mais cara e o custo de desenvolvimento também. Era caro comprar um site e era mais caro ainda manter esse site.

Era preciso fazer duas versões: uma para Internet Explorer e outra para Netscape. Qualquer atualização ou alteração de layout, era necessário modificar as duas versões. Isso significava trabalho em dobro, e o custo aumentava.

A Cavalaria - WaSP

Um grupo de desenvolvedores, na maioria designers, formaram um movimento chamado Web Standards Project - WaSP. Um grupo cuja missão seria divulgar os Padrões Web como guias para o desenvolvimento web. O projeto era encabeçado por profissionais como Jeffrey Zeldman, inconformados com o caminho que o desenvolvimento web estava caminhando. E eles tinham toda a razão.

A primeira grande coisa que fizeram foi convencer a Netscape a doar para a comunidade o engine do browser. Um grande feito que, se não fosse alcançado, hoje não teríamos a fundação Mozilla, com seu browser Firefox.

A segunda missão foi fazer com que os fabricantes de browsers seguissem as idéias e recomendações do W3C.

O diferencial, naquele tempo, era apenas o número de usuários. Não haviam add-ons, interface interligada com serviços sociais, leitores de feeds, nem nada do gênero. Seguir o W3C era dizer adeus ao código proprietário e abrir oportunidades para os desenvolvedores a criarem sites para o browser concorrente.

Outro objetivo do grupo era fazer com que os desenvolvedores também adotassem os Padrões do W3C. E esse objetivo está sendo cumprido até hoje.

A resitência de hoje, não é nada com a resistência encontrada há 5 anos atrás. Os desenvolvedores estão mais aberto às novas propostas e os novos profissionais já começam aprendendo da maneira correta.

Hoje as coisas estão bem mais fáceis. Browsers e desenvolvedores lutam em favor dos padrões. W3C e entusiastas estudam novos padrões e pedem sugestão dos profissionais.

Com o amadurecimento das partes, o conhecimento se renova e desenvolver para web fica mais divertido.

Fonte: Diego Eis, iMasters

Fazendo marketing em redes sociais

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O mercado digital tem como uma de suas características principais a sua extrema volatilidade. O que era novidade num mês, num outro pode se tornar praticamente assunto de museu. E esta característica não poderia deixar de ser aplicada às redes sociais, cuja rápida evolução já está provocando uma mudança significativa nas relações entre usuários e marcas.

Se há alguns meses se comentava que o interessante era abrir um canal próprio no YouTube, hoje em dia o cenário se apresenta com uma mudança significativa e, claro, ela atende pelo nome de Facebook. A rede social que permite inserir aplicações customizadas em sua plataforma já começa a colecionar cases de empresas interessadas nesta facilidade, o que dá uma nova dimensão ao marketing social.

Algumas tentativas anteriores não foram tão bem sucedidas. O Google testou o uso de links patrocinados em páginas do Orkut, mas a experiência se revelou um tanto quanto perigosa. Enquanto alguns anunciantes viram seus links sendo relacionados a comunidades de “gosto duvidoso”, o oposto também ocorreu: alguns links apareciam meio fora de contexto. Mas isso não significa que este seja o fim da experiência - basta que os filtros contextuais se aperfeiçoem e assim apareçam links realmente afins com o perfil de quem está navegando.

Por outro lado, o MySpace parece não ter tido problemas com a inserção de banners e anúncios em suas páginas, o mesmo acontecendo com o Facebook. No entanto, o sistema parece estar longe de funcionar perfeitamente, porque agora mesmo, enquanto escrevo este artigo, descobri um skyscraper no Facebook cujo teaser é “O Pan já começou! E você? Vai ficar aí parado?” Bem… algo parece que precisa ser revisto aí.

De qualquer forma, o marketing em redes sociais já é fato, e o que é necessário agora é checar quais são as melhores práticas, métodos e processos para potencializar este poder. A questão é que mensurar este tipo de interação é algo bastante complexo, já que as dinâmicas das redes sociais são diversas e nem sempre totalmente visíveis sob a fria ótica dos números.

É preciso pensar em novas maneiras para dinamizar e mensurar esta relação - e isto não será algo fácil. A boa notícia é que essa revolução está apenas no começo e certamente a prática levará a processos mais “seguros” conforme o tempo for passando e as tecnologias de behavorial targeting forem se aprimorando.

Mas, enquanto isso não é factível, o importante é não negligenciar o poder das redes sociais, e reservar uma parte do budget de marketing nestes veículos. Para isso, vale a pena pensar nos seguintes tópicos:

Pesquise o seu público-alvo. Certamente você já tem uma idéia bastante clara do tipo de público que quer atingir. Sabe que cada vez mais precisa oferecer o que eles querem, na hora em que querem e onde eles buscam informações a respeito do que querem. Portanto, nada melhor do que pesquisar. Visite as comunidades relacionadas a seu produto, ou que reúnam as pessoas que você quer atingir, no MySpace, no Orkut, no LiveJournal, no Facebook etc. Vale a pena investir seu tempo para conhecer a linguagem destas pessoas, o que elas esperam, como interagem. Assim, o risco de fazer uma campanha equivocada ou fora de foco é consideravelmente reduzido.

Tente validar seu investimento. Será que vale a pena investir num banner em alguma rede social? Se você acredita que sim, então fique atento às métricas dos cliques. Lembre-se que banners são meios “conservadores” de publicidade num ambiente onde a interação e a troca de idéias na maioria das vezes tem muito mais impacto do que uma campanha “institucionalizada”.

Veja as outras formas de interação. Não só os fóruns de discussão ou os canais do YouTube apresentam algum tipo de interação com as redes sociais. Os blogs já provaram seu poder catalisador de opiniões, e é preciso também lembrar dos espaços oferecidos nos comunicadores instantâneos - neste caso, sabemos que alguns espaços nos comunicadores mais badalados estão entre os lugares mais caros e cobiçados. Se você tiver verba, ótimo - se não, os blogs continuam sendo uma boa pedida também, justamente por seu poder de viralização das mensagens.

Meça, é claro. Sim, ainda não existem métricas totalmente eficazes para este tipo de ação, mas isso não significa que você não deva monitorar o desempenho através dos números que conseguir. Já existem empresas no Brasil que fazem a monitoração das redes sociais, e são capazes de fornecer relatórios das citações que uma marca recebe neste inesgotável universo de discussão. Combinando-se este tipo de mensuração com as métricas que certamente sua campanha de blogs e anúncios gerar, ao menos você terá uma idéia a respeito da efetividade de suas ações junto às redes sociais. Por exemplo: você pode descobrir que aquele banner legal que você colocou numa comunidade do MySpace, apesar de ser bastante clicável, gerou uma repercussão negativa nos fóruns de discussão. O equilíbrio entre “quantitativo” e “qualitativo” faz toda a diferença.

Aposte no customizável. As coisas estão partindo para um nível de personalização jamais visto anteriormente. Depois do furacão Facebook, o caminho para as outras redes sociais é permitir que se desenvolvam aplicações customizadas dentro de suas plataformas. Certamente, criar um widget, por exemplo, para os fiéis participantes da comunidade sobre seu produto pode ser bem mais efetivo do que encher a página de banners.

Fonte: Maristela Alves, iMasters

URLs Amigáveis - Vantagens, Desvantagens e Dicas

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URLs amigáveis, também conhecidas como Friendly URLs, é como são chamados os endereços de conteúdos que são amigáveis à nós e aos robôs de busca.

Neste artigo abordarei as vantagens e desvantagens de usarmos URLs amigáveis. Na segunda parte, mostrarei as diferentes técnicas que conheço.

Todo desenvolvedor que se preze deve estar antenado em como trazer sempre os melhores resultados para os seus clientes. É sabido que a maior parte dos acessos a algum conteúdo se dá diretamente (através da digitação do endereço ou de bookmarks) ou através de sites de busca.

Se é assim, devemos fazer os endereços dos conteúdos mais amigáveis, inteligíveis e fáceis de gravar.

Exemplos de URL amigável:

http://www.seusite.com.br/produtos/livros/

http://www.seusite.com.br/artigo/27/urls-amigaveisAs mesmas URLs, mas agora sujas:

http://www.seusite.com.br/?pag=produtos&cat=livros

http://www.seusite.com.br/?pag=artigos&id=27E então? Qual é melhor? Como saber quando usar uma ou outra? Continue lendo…

URLs Sujas

Como já vimos, URLs sujas são aquelas onde a informação é passada através de query strings.

Como falar das vantagens das URLs sujas é difícil, vou começar pelas desvantagens. Mas há vantagens!

O problema é que essas URLs são largamente utilizadas por pura ignorância. O desenvolvedor não sabe quando usar uma ou outra e, para não errar, acaba usando-as mesmo.

Desvantagens

Difíceis de Escrever

A quantidade e tipos de caracteres de controle, que determinam onde termina o nome do arquivo e começam a declaração de variáveis e que separam as variáveis, tornam essas URLs difíceis de escrever. Soma-se a isso, o comprimento: normalmente têm muitos caracteres.

Pouca Usabilidade

Por ser complexa e longa, esse tipo de URL tem pouca usabilidade. Elas são difíceis de lembrar, de falar no telefone e de escrever. Imagine um catálogo de produtos de uma empresa com URLs sujas. Elas também passam pouca informação sobre o conteúdo do seu endereço.

Inseguras

Elas mostram aos usuários: a tecnologia empregada no desenvolvimento (PHP, ASP, JSP, PL, etc) e o nome das variáveis de entrada de dados. Esses dados são freqüentemente usados por hackers para tentar atacar sites.

Na melhor das hipóteses, o usuário pode gerar erros em seu site se passar letras numa variável que você esperava receber >um número.

Concretas e com Manutenção Cara

Concretas porque elas demonstram a tecnologia empregada. Imagine que você tem um site por 5 anos e muito famoso - feito em PHP. Agora você decide mudar para ASP. Além de mudar todo o seu código, os usuários do seu site terão problemas de acesso, pois vão ficar tentando encontrar páginas em PHP que já não existem mais. Como tudo em desenvolvimento, devemos sempre trabalhar na camada de abstração mais alta.

Manutenção cara porque, para trocar de tecnologia, será necessário muito tempo de manutenção. E tempo é dinheiro, lembra?

Vantagens

Mas as URLs sujas não só desvantagens. Há situações em que é melhor usá-las.

Portabilidade

Em buscas de sites, por exemplo, o uso de URLs sujas é interessante. Imagine:

http://www.seusite.com.br/busca/?keys=blog+do+tmferreira

Você pode acessar quantas vezes quiser essa URL que ela sempre lhe levará para o mesmo lugar. Repare no Google: ele usa mais ou menos a estrutura acima.

Desencorajam o Reuso

Parece controverso, mas não é. Às vezes você não quer que o usuário do seu site lembre ou grave aquele endereço. Observando por esse ponto, a desvantagem vira vantagem, dependendo do uso.

Suponha que você deseja monitorar uma seqüência de passos que o seu usuário faz no seu site para chegar ao seu objetivo. Se você tiver uma query string bem grande e complexa, ele ficará desencorajado de gravar essa URL.

URLs Amigáveis

Alguns especialistas apontam que com o crescimento da utilização da internet e da complexidade dos sistemas web, a utilização em massa das URLs amigáveis é uma questão de tempo. Eu diria muito pouco tempo.

Em geral, as vantagens das URLs amigáveis são as desvantagens das URLs sujas. Assim, vou dar algumas dicas de como fazer as URLs amigáveis mais eficientes.

Devem ser Curtas (Pequenas)

O melhor caminho para ter URLs amigáveis eficientes é projetando-as bem. E para isso, comece com os nomes dos aquivos e diretórios. Torne-os curtos e compreensíveis.

Veja bem: curto, mas compreensível.

Evite Utilizar Caracteres de Separação

Freqüentemente, vemos arquivos como: maquina_de_lavar. Nomes assim são mais difíceis de escrever. Se tiver que usar esse tipo de separação, releia a dica anterior e tente projetar melhor.

Se mesmo assim ainda precisar usar, prefira o hífen: maquina-de-lavar.

Use Letras Minúsculas

Dependendo do sistema operacional de onde você hospedará o seu site, ele pode diferenciar maiúsculas e minúsculas.

Os servidores UNIX, por exemplo, fazem essa diferenciação, enquanto os servidores Windows não.

Assim, se você hoje utiliza uma hospedagem Windows, a url a seguir funciona sem problemas:

www.seusite.com.br/Produtos

Mas se você migrar de hospedagem e passar a utilizar um servidor Linux, por exemplo, não funcionará.

Pelo sim, pelo não, prefira minúsculas.

Atenção para o Nome do Host

Todos sabemos que normalmente os domínios tem como nome do host “www”. Então, se o usuário quer entrar em seu site, ele digita: www.seusite.com.br

Mas e se ele digitar um “w” a menos ou a mais?

Pensando nisso, você cadastra também os nomes “w”, “ww” e “wwww” e os redireciona para o host principal.

Atenção para o Nome do Domínio

Se o domínio do seu site tem a escrita difícil, como a utilização de ch, ss, etc, pode acontecer do usuário digitar errado. Vamos supor que você está fazendo um site sobre o Chaves, e você registra o domínio www.chaves.com.br. Mas alguns “desavisados” com certeza tentarão “xaves”. Assim, tente sempre registrar os domínios que podem ser acessados erradamente pelos usuários e redirecionar ao principal.

Eu sei que o exemplo que dei foi ridículo, ma é por aí.

Conclusão

Vimos nesse artigo as vantagens e desvantagens do uso de URLs sujas e URLs amigáveis. Também vimos que há casos em que é interessante usarmos URLs sujas, mas isso deve ser uma exceção e que o futuro aponta para a utilização massissa das URLs amigáveis.

As URLs amigáveis são muito mais simples de entender e têm muito mais significado para os usuários e mecanismos de busca.

No próximo artigo veremos 3 formas de implementarmos as URLs amigáveis.

Fonte: iMasters, Thiago Ferreira

Google detecta um trilhão de páginas na web

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Fonte: Adnews

O Google anunciou ter detectado mais de um trilhão de endereços únicos na web, com um crescimento de um bilhão de páginas por dia.

Os engenheiros de software Jesse Alpert e Nissan Hajaj, integrantes da equipe interna da companhia conhecida como Web Search Infrastructure Team, explicaram que o Google não precisou catalogar cada uma das páginas, já que muitas delas são bastante similares ou representam conteúdo gerado automaticamente.

O número de páginas indexadas pelo serviço, entretanto, permanece um mistério. Em 2000, a companhia afirmou que seu mecanismo indexava um bilhão de páginas.

De acordo com o site TechCrunch, o Google tem em seu cadastro cerca de 40 bilhões de páginas, um número mais baixo para excluir spam e diminuir o custo do processo, que é verificado diariamente, seguindo as páginas do catálogo e fazendo as atualizações necessárias.

O TechCrunch acredita que o Google fez esse anúncio devido à chegada do concorrente Cuil.

Fonte: iMasters

Não acredito em Web 2.0

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Como todo movimento cultural ou socioeconômico, este também já havia começado há algum tempo no dia em que alguém resolveu atribuir-lhe um nome. O indivíduo não poderia ser mais apropriado: John Batelle, editor da Wired, o sugeriu como título de uma conferência para seu amigo Tim O`Reilly, presidente de uma importante editora de livros técnicos. Passada a conferência, descobriu-se que o termo era bom demais para ser desperdiçado e foi transformado em um artigo.

Era o começo da maior buzzword da história recente da Internet.

Para analisar o termo, sugiro começar com o que eles mesmos definiram como a tal da Web 1.0 - DoubleClick, Ofoto, MP3.com, Britannica Online, Páginas pessoais, registro de nomes de domínio relevantes, page views, aproveitamento de espaço na página, publicação, administradores de conteúdo, diretórios e stickiness. O que elas todas têm em comum? Na minha opinião, um fator muito importante: elas não respeitam a natureza da web. São apenas mímicas pobres de outras mídias.

Diretórios, Britannica Online, MP3.com e Ofoto dispensam apresentações. Da mesma forma que a maioria das presenças digitais de veículos de comunicação “tradicionais”, elas são depósitos de conteúdo estático, inerte. São uma biblioteca cujo acesso é eficiente, mas ainda uma biblioteca.

Antes de falar dos outros, uma pequena consideração sobre a natureza dos meios em geral. O rádio começou como uma leitura dramática de textos; o Cinema em seus primórdios não era muito diferente do Teatro. Nada disso existe hoje em dia, a não ser em sessões de nostalgia. Como o próprio Batelle diz, “nós desenvolvemos um certo apego com relação às coisas que não precisamos mais usar“.

CNN e MTV mudaram para sempre a forma com que se assistia TV. Simpsons, South Park e Cartoon Network abriram espaço para um novo tipo de desenho animado. As estações FM mudaram a forma do rádio. Ninguém mais se empolga com Jeannie, Flintstones ou radionovelas, no entanto ninguém as chama de “pós-rádio” ou de “TV 2.0´´.

Os acadêmicos que me perdoem, mas em muitos aspectos a definição de Web 2.0 é muito semelhante à de Pós-Moderno: em vez de explicar do que o conceito se trata, elas se limitam a dizer que ele “veio depois” de algo, portanto deve ser melhor. Isso é estranho, para se dizer o mínimo. Imagine descrever seu trabalho como “segundo emprego” (ou pior, apresentar sua mulher como “segunda esposa”). Pouco importa a ordem, a parceria é definitiva. Ou deveria sê-lo.

A proporção em que esses termos são citados costuma ser inversamente proporcional à sua compreensão - algo como sexo para pré-adolescentes. Isso não surpreende, afinal as novas situações demandam novas palavras para defini-las. Imagine descrever o ambiente digital somente com argumentos mecânicos. Ou explicar como funciona um serviço de páginas dinâmicas com o emprego de palavras-chave ativas e maleáveis sem o uso de termos como AJAX ou Folcsonomia? Complicado, não? Pois é, o mundo da comunicação digital e interativa é muito, muito complicado. Ainda mais se suas referências ainda estão nos séculos passados (correio eletrônico, páginas web? Tsk, tsk, tsk…)

O “velho” mundo 1.0 fica mais fácil de se entender sob este aspecto. DoubleClick, registro de nomes de domínio relevantes, page views, aproveitamento de espaço na página e stickiness são a velha propaganda, a velha mídia de massa, apenas em um lugar diferente. O mesmo pode ser dito de certas ações de certas marcas no Second Life. Aliás, de qualquer ação de qualquer marca no Second Life. Valor agregado? Imagina, quem liga para isso?

(não vou falar - mal - do Second Life aqui porque é chutar cachorro morto. Se você quiser ver uma bela descida de sarrafo, veja o que a Wired tem a dizer. Ou dê uma busca no Google.)

O resto me lembra os primórdios da “microinformática”, em que se previa que todos viriam a usar computadores, desde que aprendessem a… PROGRAMAR! BASIC! Linguagem que, para o bem de todos, foi parar no mesmo cemitério que um dia o HTML repousará. Páginas pessoais e publicação só fazem sentido em um ambiente que os administradores de conteúdo sejam simples, amigáveis e baratos. Se forem gratuitos, melhor.

Daí em frente não demanda muito trabalho intelectual: a web como plataforma, por exemplo, é inquestionável. Se ela mudar, será porque evoluiu para uma nova foma de expressão, mas é certo que ela jamais voltará a ser um simples canal de comunicação.

Uma olhadinha no “meme map” da Web 2.0 pede alguns comentários:

Uma atitude, não uma tecnologia - pense em MTV. Ou melhor, lembre-se que você gesticula quando fala ao celular. Isso só tem duas explicações possíveis: você é louco de tacar pedra ou a tecnologia se tornou transparente.

Cauda (não “calda”) Longa - qualquer estudo em leis matemáticas sobre sistemas em constante evolução chega a uma lei de força (power law), que é exatamente o princípio da cauda longa, apenas em termos menos amigáveis.

Dados são o novo “Intel inside” - esse é bom para você ver como era esquisito o mundo dos computadores. O chip, apesar de ser tão importante quanto a salsicha no hot dog, era desprezado ou invisível. A casca era admirada, tivesse ou não recheio. Hoje em dia, pouco importa a tecnologia sem conteúdo. Demorou, mas passamos a prestar atenção na salsicha.

O “beta” perpétuo - apesar do que os americanos adoram dizer, você não nasceu pronto. E vai demorar para se aprontar. Olhar para algo feito há cinco anos e achar simplório é sinal de evolução. O ser humano nunca foi pétreo, a Internet finalmente o entendeu.

A Melhoria de software com aumento de usuários e Hackability - o Facebook abriu a interface e descobriu que o Carnaval se faz de gente dançando na rua, não de escolas de samba. Quanto mais pessoas e maior a diversão, melhor. Isso é óbvio, apesar de alguns publicitários ainda acharem que não.

Componentes web e o direito de remixar e combinar coisas - é a base da linguagem (combinação de termos) e das idéias (combinação de conceitos). Abrir seu código e permitir a contribuição é participar de uma brainstorm gigantesca e duradoura. De graça.

Emergência e confiança - não se pode prever o comportamento do consumidor. Mas, ao contrario do que se pensa, as pessoas gostam de colaborar e, na ressaca do egoísmo oriundo da década de oitenta, querem criar algo de valor. A Wikipedia seria impensável mesmo para os maiores bicho-grilos que iriam para Esalen com flores no cabelo.

Diversão - é solução, sim. É solução pra mim.

Acessibilidade granular - nem o cara mais chato do mundo consegue falar tudo de si ou saber tudo de seu interlocutor. Como em conversas (ou strip-teases, escolha seu modelo), o conteúdo se desvenda aos poucos. É isso que o torna fascinante.

Experiência rica - ninguém gosta de computadores. Quem passa horas em WoW ou qualquer outro MMORPG não percebe que está na frente de uma máquina. SMS, MSN tampouco.

Como diz William Gibson, “o futuro já está aqui. Ele só é mal distribuído“. Eu acrescentaria que é preciso vontade e empenho para vê-lo. Ao dizer que não acredito em Web 2.0, me refiro ao termo, não a seu conteúdo. Ela é a web, a mesma web. Aquela criança que todos nós vimos nascer, agora amadurecida e radiante, rejeitando seu apelido infantil. Ou pelo menos tentando colocar um sobrenome nele.

O Cluetrain Manifesto já falava disso faz tempo.

Por: iMasters, Luli Radfahrer

Extensão do GMAIL para Firefox

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Quem utiliza o navegador “Firefox” e tem conta de e-mail no Gmail pode utilizar esta extensão que integra funções do gmail no seu navegador.

Com esta extensão você poderá saber quando novas mensagens chegarem, visualizar o número de mensagens, gerenciar diversas contas entre outras funções. Visite: Gmail Manager

Fonte: Dicas do Dia

O SEO mudou a mídia (e um pouco de webwriting)

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Desde os primórdios da internet comercial no Brasil, em 95, muito mudou e em todos os seus setores. Talvez um dos fenômenos mais evidentes está na forma com que a mídia escrita se desenvolveu para chegar até este exato momento em que você, coincidentemente, lê mais um texto online. Abaixo breves digavações sobre alguns pontos interessantes quando o assunto é a mídia escrita que consumimos especialmente na web. Acabei por dividir a história em partes pois há períodos bem particulares nesses aproximados 13 anos, que são, mais ou menos estes:

1ª fase: tudo é novo

Lá pelos idos de 90 e poucos sequer havia um volume considerável de web sites para traçar uma análise substancial, como boa parte dos endereços transcrição conteúdo fruto de outras mídias. Na época o mercadinho (porque mercado é hoje, antes era modesto mesmo) não tinha qualquer dado confiável sobre o comportamento do tal internauta, o que fazia da web algo bem similar ao padrão de conteúdo de uma revista, no sentido do tratamento de seus (longos) textos. Tanta novidade também resultava na falta de premissas na hora de criar/formatar produtos especialmente para a internet. Ou, seja uma mídia ainda sem identidade e tentando entender para que lado iria cair. Era a fase das novidades, dos GIFs animados com chamas, nomes que vinham e voltavam e um certo fascínio com a invenção do Flash e suas aplicações. Apesar da banda estreitíssima que se tinha, um bom site não se fazia sem GIFs, contadores e até música de fundo. Aliás, tinha site que era puro imagemap!

2ª fase: tudo é novo, mas não é bem assim…

Mais um punhado de tempo e, lá pelo ano 2.000, webwriting tornou-se a palavra da moda, afinal, entendeu-se que a internet tinha suas particularidades e lidar com caracteres na tela do computador era diferente de encontrá-los estampados em papel (ou em qualquer outra mídia). Títulos mais curtos e atraentes, bullets, paginações e textos não tão extensos foram itens que pularam para a pauta de quem lidava com o mercado digitial, prontamente assimilado e praticado. Enfim, os dados e estatísticas que enfim brotavam serviam para um retorno prático aos profissionais e usuários digitais, afinal, não só apareceram pesquisas e informações a respeito dos hábitos do usuário, como passou a ser possível saber que chamada gerava mais cliques, quantos cliques cada uma teve etc. E um dado relevante nesta etapa é que tais conhecimentos e práticas estavam centralizados em jornalista e outros profissionais que lidavam com produção de conteúdo para a rede. Os GIFs sacolejantes, Flash e afins continuavam lá, mas com mais parcimônia e tantas descobertas fizeram da web um grande tubo de ensaios.

Se por um lado as métricas para acompanhamento das performances de uma chamada ou de uma página qualquer atestavam o que funcionava ou não, por outro elas incentivaram a briga por cliques e mais page views (diretamente proporcionais aos tão venerados ad views). Quem pagou a conta e o pato foi o usuário, que recebeu de presente textos curtos e enigmáticos. Quem não lembra da quantidade de “clique aqui”, “leia mais”, “veja mais”?

3ª fase: ok, sejamos justos

A 3ª fase demorou um pouco mais a surgir –se comparada em relação ao tempo da 1ª para a 2ª. Começou a ser mais propriamente falada (e aceita) com a consolidação do Google enquanto fenômeno na reinvenção como mecanismo de busca, com um justo destaque para o algoritmo que o regia. Sua popularidade era uma bola de neve, e quanto mais falava-se sobre ele, mais visitas lhe rendiam. O movimento arregalou os olhos do já grandinho mercado, que entendeu que o Google assumiria um importante papel na canalização de visitas para qualquer endereço. E eis que chegamos no panorama que temos atualmente em vigor.

Baseados tanto na documentação oficial do Google quanto em achismos e alquimias de outros tantos, as regras que ditavam o tal algoritmo foi alvo de curiosidade, estudos e especulações. Algumas conclusões foram unânimes: “títulos são importantes, títulos são relevantes!”. E, por mais que a 2ª onda pregasse que os títulos de um texto numa página qualquer tinham que ser miúdos e até misteriosos em prol do clique, a 3ª veio com força para trazer de volta palavras importantes que antes poderiam ser suprimidas. Tudo bem que a arquitetura da informacão da tal web 2.0 é menos esprimida, mas isso não quer dizer que atualmente tenhamos uma baita oferta de espaço para se digitar em profusão.

Na outra mão, técnicas tradicionais de escrita que costumavam evitar a repetição (e monotonia) de termos, foi por água abaixo por causa do SEO, que premia a densidade moderada de uma palavra. E a partir do momento que existe a democratização do acesso à internet, é preciso esquecer que quem navega é especialista no assunto e deixar tudo muito claro, com palavras fáceis e óbvias (até mesmo para serem facilmente achadas numa busca). E, por mais que as conexões estejam ficando cada vez mais velozes, imagens e outros arquivos deram lugar a texto, puro texto.

Os blogs e a descentralização da mídia nas mãos de qualquer indivíduo alavancaram a necessidade das buscas, que passaram a orientar o usuário a encontrar o que queria frente a imensa varidade de fontes disponíveis. E, curiosamente, vimos uma incrível volta às origens com o retorno triunfal do hipertexto e seus magníficos hiperlinks. Ao invés do génerico e sacal “clique aqui” para levar o visitante para o site da padaria, o editor passou a linkar dizendo “veja aqui que máximo o site da padaria do João”. Linkar voltou a ser bom e não é mais entendido como mandar o usuário embora dos seus domínios.

Quem acaba sendo favorecido ou punido com tudo isso é sempre o usuário. Agora ele consome conteúdo mais honesto e objetivo, sem truques e pegadinhas. Mas não só nisso. Na 3ª onda ganhou com a nova lógica do Google, que premia conteúdos frescos, afins, relevantes–seja lá o que isso quer dizer. E, a verdade seja dita, parece que está funcionando.

Agora é aguardar até a próxima onda.

Fonte: iMasters, Bruno Parodi

vídeo do Proxxima no site da Globo falando sobre o mercado de busca.

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Fonte: Queda Livre, Mauricio Biasotto

Honrar web standards ou entregar projetos em dia?

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O dilema pressa versus perfeição atrapalha os bons desenvolvedores quando o cliente pede soluções cujo código não valida 100% em função dos padrões da web. Há meio termo?

Todos sabemos da importância suprema de entregar sites 100% aderentes a padrões de senvolvimento web. Ao mesmo tempo, o cliente pressiona por entregas para ontem e prazos impossíveis. Nas agências e grandes produtoras esta pode ser uma questão já mais estruturada, mas nas micro-empresas é um dilema muito comum e recorrente na cabeça dos pobres desenvolvedores.

Muitas vezes a aderência aos web standards nem é um pré-requisito no projeto, porém os programadores que entendem a essência dos web standards têm como norma utilizar os padrões em seus projetos.

O grande problema surge quando o cliente pede algo “lunar” e nós, desenvolvedores, temos que entrar em um mundo paralelo highlander solicitado por ele e desenvolver soluções à altura. O problema é que geralmente soluções mirabolantes pedem implementações mirabolantes; em consequência o nível de manipulação do documento XHTML por meio de Javascript é alto e muitas informações são expostas na marcação HTML, para que o JavaScript possa se guiar.

Certamente alguns leitores vão lembrar de um caso parecido. O grande pensamento vem à cabeça:

- O sistema não esta validando, e agora? Eu só consigo implementar esta solução desta forma; não consegui pensar em outra forma de implementar e fazer com que meu código consiga se guiar de maneira eficiente, para manipular este documento.

- Perco mais um, dois ou três dias pensando em uma nova solução somente para implementar esta solução sob o plano B ou deixo este erro de validação passar e sigo em frente com o cronograma?

Sem desespero. Já se foi o tempo em que os programadores eram neuróticos por validação. É importante entender (e repetir) que validar o seu código pela W3C nada mais é do que verificar se ele está “gramaticalmente” escrito de maneira correta. E o fato de estar validado não garante que o seu código será renderizado da mesma forma em outros navegadores.

E entramos no dilema da guerra dos browsers. Você segue os padrões, mas o browser do seu cliente não, e aí? O que acontece depois?

Se você se preocupa com os padrões, ótimo! Deve!

Colocar em risco o ciclo de vida do projeto por causa de um erro de validação não compensa para você nem para sua empresa. Pode ter certeza que se você tiver somente este erro, o seu site/sistema não vai se comprometer ou deixar a desejar para o seu cliente.

Pense muito bem na hora de fazer esta decisão. Se você tem um código 100% validado, ótimo! Se você tem próximo a 95% validado, ótimo também!

Houve o tempo onde as pessoas eram loucas e fissuradas pelo validador da W3C. O validador deve somente ser usado como parâmetro para verificar a sintaxe do seu código XHTML. Muitas coisas podem passar despercebidas na correria do desenvolvimento, da mesma forma que muitas coisas podem ser corrigidas sem comprometer o andamento do projeto com a “ajuda” do validador.

Use o validador como uma ferramenta aliada e não como uma ferramenta inimiga.

O W3C é uma organização que documenta “recomendações” e não “obrigações”. Existem recomendações que são extremamente fundamentais para a renderização e comportamento correto em diferentes plataformas, porém temos que ter um meio termo para tudo.

Links úteis:

* Site Oficial da W3C
* W3C - Markup Validator Service
* W3C - CSS Validator Service
* W3C - RDF Validator Service
* Web Standards Group

A questão tem muitos lados e espero ter contribuído.
Fonte: Webinsider, Igor Escobar

Tema CE por Arthur Henrique & Christiano Erick
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